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quarta-feira, 26 de julho de 2017

O governo desarquiteta; os arquitetos arquitetam

Vale a pena visitar a exposição "Arquitetando em Búzios - 2017" no Espaço de Artes Zanine. A exposição, que começou no dia 21 de julho, vai até o dia 16 de agosto. 

Enquanto nossos sucessivos desgovernos municipais vêm permitindo que nossas belezas naturais sejam destruídas, os arquitetos de Búzios, como bem disse Helena Oestreich, lutam para "manter a paisagem como protagonista e a arquitetura como coadjuvante à altura deste espetáculo". 

Arquiteto Akihiro Tokuo
Arquiteta Alejandra Garzuze

Arquiteto Alexandre Alvariz
Arquitetos 

Arquiteto Bruno Camargo
Arquiteto Guido Campanate
Arquiteta Helena Oestreich
Arquiteto Otavinho

Arquiteto Ricardo Gutierres
Arquiteto Roberto Aracri

Arquiteta Sandra Gnattali

Nova Turíbio de Farias

Foto do face de José Cícero 

RUA TURÍBIO DE FARIAS...... (RUA DA PADARIA DO GUILHERME)

FICARÁ MAIS BONITA QUE A RUA DAS PEDRAS.......

O PROJETO JÁ ESTÁ PRONTO E FOI FEITO POR UM EXCELENTE GRUPO DE ARQUITETOS DE BÚZIOS QUE ESTÃO ENTRE OS MELHORES DO BRASIL. O PATROCÍNIO FICARÁ POR CONTA DE UMA GRANDE EMPRESA DE TINTAS QUE GOSTARIA DE TER A SUA MARCA ASSOCIADA AO NOME "BÚZIOS"

INDÍCIOS


terça-feira, 25 de julho de 2017

Pelo Monumento Natural do Mangue de Pedra Já!!!

Kátia Mansur entrevistada pela ambientalista Bina, foto jornal República Búzios

Entrevista Kátia Mansur, parte 1, jornal República Búzios
Entrevista Kátia Mansur, parte 2, jornal República Búzios

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Como pinto no lixo 2

Pinto no lixo, blog cuspindoproalto

No dia 9 de maio de 2014 publiquei o post "Como pinto no lixo" ("ipbuzios") onde relatava os resultados das inspeções realizadas pelos técnicos do TCE-RJ nos 91 municípios  (exceto capital) do estado do Rio de Janeiro. As inspeções tinham por objetivo  "verificar as condições de organização e funcionamento dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos no que se refere ao planejamento e organização da gestão, coleta de resíduos sólidos (urbanos e de serviços de saúde) e sua destinação final". Elas foram feitas em 2012 porque o Tribunal  escolheu o tema "resíduos sólidos" como o de maior significância nesse ano (http://www.tce.rj.gov.br/70).

Os gestores públicos fazem de tudo para esconder seus gastos com a prestação do serviço de limpeza pública urbana, coleta e disposição final de resíduos sólidos. Até mesmo para o TCE-RJ, que tem a atribuição de fiscalizar as contas de gestão dos prefeitos do estado, tiveram muitas dificuldades em obter informações sobre esse gastos. Dos 91 municípios inspecionados em 2011, o TCE-RJ não soube informar a quanto monta o gasto com limpeza pública de 18 municípios fluminenses. 

Retorno ao tema, porque o TCE-RJ, renovado depois das prisões e afastamento de 6 dos 7 Conselheiros Titulares,  vem se debruçando seguidamente sobre o tema, inclusive alertando os gestores públicos dos municípios do estado do Rio de Janeiro a respeito de manobras de alguns prefeitos que enviam para o tribunal editais repletos de impropriedades para, dessa forma, produzir situação emergencial a fim de efetuar contratação por dispensa de licitação. São as chamadas emergências "fabricadas".    

Todos sabemos que, a nível municipal, assim como os grandes bancos e as grandes empreiteiras a nível nacional são os principais financiadores das campanhas presidenciais, as empresas de lixo, assim como as empresas de ônibus, são os grandes financiadores das campanhas eleitorais municipais. Fala-se também que bancam mensalinhos de vereadores que participam das bases parlamentares de sustentação dos prefeitos nas câmaras municipais. Portanto, pode-se inferir que quanto maior for o sobrepreço pago pelo serviço de limpeza pública por determinado município, maior é a probabilidade de existir corrupção na prefeitura.

Uma forma de estimar o sobrepreço é compará-lo com o preço médio mensal por habitante por município levantado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE). Em 2011, para a associação a média mensal custo/habitante para a Região Sudeste foi de R$ 11,95. Em 2015, a média da região foi de 12,98 e a nacional, de R$ 10,15. 

Em 2011, Armação dos Búzios gastou em média absurdos R$ 37,47 por mês/habitante com o serviço de limpeza urbana- o maior gasto entre todos os 91 municípios do estado. O gasto médio/mensal/habitante foi quase três vezes superior ao gasto da Região Sudeste (11,95). Para uma população estimada em 28.279 habitantes, Búzios dispendeu R$ 12.390.842,15 para coletar 6.700 toneladas de RSU no ano de 2011. O que representa 1,855 kg de RSU coletado diariamente em média por habitante, bem superior à média nacional de 2015 que foi de 0,972 kg e à média da região Sudeste que foi de 1,220 kg. E até mesmo da média de 2015 do estado: 1,323 kg. 

Não sei quanto Búzios está gastando atualmente com limpeza pública, mas mesmo que esteja gastando o mesmo que gastava em 2011, o gasto é absurdamente alto e injustificável. Ou seja, se estiver gastando 12 milhões por ano para uma população estimada de 31.674 habitantes em 2016, estaremos gastando em média mais de 30 reais por mês/habitante. Um absurdo. 

Mesmo que os dados abaixo sejam de 2011, de seis anos atrás, é importante publicá-los porque é o único levantamento disponível da verdadeira caixa preta que é a limpeza pública municipal. Estamos diante de uma raridade. 
  
Maiores médias de gastos mensais per capita com serviços de limpeza urbana no estado do Rio de Janeiro em 2011,  em reais (entre parenteses o gasto anual): 

1º) Armação dos Búzios - 37,47 (12,390 milhões)
2º) São João da Barra -  36,56 (14,368 milhões)
3º) Trajano de Moraes - 36,43 (4,497 milhões)
4º) Casimiro de Abreu - 33,80 (14,336 milhões)
5º) Mangaratiba - 33,78 (14,779 milhões)
6º) Cabo Frio - 31,38 (70,127 milhões em 2011; 72,000 milhões em 2017)
7º) Porto Real - 28,96 (5,766 milhões)
8º)  Quissamã - 21,66 (5,261 milhões)
9º) Rio das Ostras - 20,22 (25,639 milhões)
10º) Macaé - 18,31 (45,415 milhões) 
11º) Paraty - 17,87 (8,047 milhões)
12º) Macuco - 16, 64 (1,052 milhões)
13º) Niterói - 15,81 (92,503 milhões)
14º) Itatiaia - 13,02 (4,495 milhões)
15º) Laje de Muriaé - 12,82 (1,152 milhões)

Média diária de Resíduo Sólido Urbano (RSU) coletado por habitante em 2011(em kg):
1º) Mangaratiba - 4,909
2º) Guapimirim - 2,914
3º) São Fidélis - 2,896
4º) São João da Barra - 2,857
5º) Angra dos Reis - 2,715
6º) Sumidouro - 2,470
7º) Comendador Levi Gasparian - 2,10
8º) Armação dos Búzios - 1,855
9º) Campos - 1,740

10º) Itaperuna - 1,707

72 milhões de reais no lixo?

O jornal Folha dos Lagos publicou no dia 19 último que a Prefeitura de Cabo Frio, através da autarquia Comsercaf, abriu concorrência para contratação de empresa para a prestação de serviços de coleta de lixo; capina e varrição; limpeza de ralos, entre outros. O aviso de licitação, ainda segundo o jornal, acaba de ser publicado anunciando a concorrência pública nº 001/2017 para o próximo dia 17 de agosto. Em disputa, um contrato milionário de mais de R$ 72 milhões. 

O vereador Rafael Peçanha (PDT), como todo vereador que se preze, questiona a despesa. De acordo com o jornal, o parlamentar diz que o montante divulgado contradiz o discurso governista de escassez de recursos. O parlamentar chegou a fazer uma postagem na rede social para questionar o assunto.
– "A gente tem que ser prudente, mas ficar atento. Precisamos saber o tempo de contrato, a quantidade de pessoas e de material a ser contratado para ter uma noção se o valor é justo. A princípio, diante da crise, esse valor chama a atenção" – diz Peçanha.

Visitei o site da Prefeitura em busca de informações a respeito da licitação milionária e nada! No site da Comsercaf, a pesquisa é impossível, porque a autarquia simplesmente não possui site, apesar da Lei 12.527/2011 exigir que seja disponibilizado no site da Prefeitura e da Comsercaf as informações das licitações realizadas. 


No processo TCE-RJ nº 222.030-2/2015, o Conselheiro-Relator JOSÉ GOMES GRACIOSA, em 24/01/2017, já havia determinado que a Comsercaf assim procedesse. Em relação à Licitação por lotes, observou que:

"Na licitação por lotes há o agrupamento de diversos itens que formarão o lote. Destaca-se que para a definição do lote a Administração deve agir com cautela, razoabilidade e proporcionalidade para identificar os itens que o integrarão, pois os itens agrupados devem guardar compatibilidade entre si, observando-se, inclusive as regras de mercado para a comercialização dos produtos, de modo a manter a competitividade necessária à disputa.

Dessa forma, embora, preferencialmente, a regra é a realização de licitação por itens, admite-se que a divisão do objeto seja feita por lotes (que serão compostos de vários itens), desde que haja justificativa robusta para tal providência, além de ser imprescindível que o agrupamento dos itens de cada lote seja feito com cautela e em plena consonância com a prática de mercado, de modo a assegurar ampla competitividade ao certame".

No Portal da Transparência da Prefeitura, na aba "Publicação de Editais", quando clicamos nela somos informados que "nenhum edital foi encontrado". 

Tudo parece ser feito para esconder informações da licitação milionária. Espero que o vereador consiga que seus pares aprovem o requerimento que pretende protocolar para obter o edital e os anexos dessa licitação.   

Ainda de acordo dom o Folha dos Lagos: 
O vereador afirmou ainda que pedirá imediatamente à prefeitura informações sobre o contrato. Caso não seja atendido, ele promete entrar com um requerimento na Câmara Municipal assim que acabar o recesso legislativo, no começo de agosto.

– Quero o edital dessa licitação com os anexos – avisa o vereador.

Procura-se sonegar informações públicas de todas as maneiras. A Prefeitura de Cabo Frio não possui nem mesmo um Boletim Oficial. Por esse motivo, o aviso de licitação foi veiculado em dois jornais, um deles de Niterói, de circulação estadual. Segundo o jornal Folha dos Lagos, "o edital pode ser retirado pelas empresas interessadas na sede da autarquia, que fica na Avenida Joaquim Nogueira, em São Cristóvão. No entanto, ninguém atendeu às insistentes chamadas da reportagem pelo número de telefone divulgado para informações. À Folha, o vereador chegou a dizer que, anteontem, a ligação caiu em uma casa de família".

"A Comsercaf informa que a concorrência pública em questão é realizada com base em valor estimado, e que a empresa vencedora será aquela que oferecer o menor valor para a realização dos serviços. Em relação ao número de telefone que consta no edital, informa que houve um erro e que uma errata será publicada nesta quarta-feira com o número correto: (22) 2648-8906".

Licitações fraudadas, segundo a CPI do BO - 3

Pregão Presencial nº 39/2013 (BO capa dupla nº 589/13)
Contrato nº 62/2013 (Extrato do contrato no BO 597)
Objeto: prestação do serviço de catação, varrição e transporte de lixo de praias.
Valor: R$ 708.000,00 (R$ 118.000,00/mês)
Prazo: 6 meses
Valor anualizado: R$ 1.416.000,00

"A CPI (do BO), confrontando os resultados dos procedimentos de licitação que não foram regularmente publicados, descobriu que, em pelo menos 4 (quatro) julgamentos de propostas nas licitações, os vencedores foram as mesmas e,presas que já vinham prestando o serviço desde o início do ano: Rótulo, Vegeele, EAC Daier e Quadrante. 

Nesse sentido, cumpre esclarecer que o atual Prefeito de Armação dos Búzios, ao iniciar o governo em janeiro de 2013, expediu Decreto cancelando todos os contratos que haviam sido firmados pela gestão anterior e providenciando a contratação direta de outras empresas prescindindo da realização de licitação sob fundamento de se tratar de situação emergencial, tendo em vista o início da alta temporada turística de Búzios. 

Sem examinar a legalidade do ato que permitiu a contratação anterior dessas empresas sem licitação, é fato que as mesmas participaram de certames em que não houve publicidade, tendo sido favorecidas na contratação e na manutenção dos erviços que já vinham sendo prestados, conforme destacado abaixo:

Emergencial 01/2013, objeto: prestação do serviço catação, varrição e transporte de lixo das praias do Município de Armação dos Búzios, com a empresa Quadrante Construções e Serviços Ltda ME, por dispensa de licitação, pelo prazo de 180 dias, no valor de R$ 710.757,66 (conforme folhas 4 do BO nº 571).

A CPI obteve provas inequívocas de que houve fraude no procedimento licitatório , não sendo despiciendo afirmar que a mesma ocorreu com a finalidade de controlar os resultados da escolha da proposta mais vantajosa e, por consequência, a contratação de determinadas empresas". (Relatório Final da CPI do BO). 

No dia 22/2/2013, o Secretário Municipal de Serviços Públicos Eraldo Pereira elabora projeto básico com valor estimado em R$ 731.932,80 para a contratação do serviço por mais seis meses (R$ 121.988,80/mês). Reparem que o valor do emergencial (708 mil reais) fica muito próximo do valor estimado pela secretaria de Serviços Públicos. 

A Comissão Permanente de Licitação (CPL) elabora a minuta do Edital, publicado no BO (de capa dupla) nº 589, de 4/7/2013, marcando o Pregão Presencial (PP) nº  39/2013 para o dia 23/7/2013 às 11:00 horas. No mesmo dia (4), o Edital também é publicado no jornal Povo do Rio. Este jornal habitualmente é usado por nossos prefeitos, para publicarem editais que não são publicados em nosso Boletim Oficial (BO) como manda Lei municipal. Mirinho já o usou para dar "publicidade" a editais de licitações que não foram publicadas em nosso BO, tais como os editais de licitações de serviços de limpeza de estátuas e de exploração de estacionamento.  

Quatro empresas retiram o edital se credenciando para o certame: Quadrante, no dia 9/07/2013, Vegeele, no dia 12, Club Med Car, no dia 15 e NP, no dia 16. A Vegeele não comparece ao pregão. Abertos os envelopes, propostas iniciais: Club Med, R$ 731.847,40; NP, R$ 722.755,96; e Quadrante, R$ 713.398,20. Depois da fase de lances, a Quadrante sagra-se vencedora com o menor lance de R$ 708.000,00 (118.000,00/ mês).  

No dia 24/07/2013 é assinado o contrato nº 62/2013, processo 3.081/2013. A partir daí o contrato é renovado sucessivamente até os dias de hoje. Já foram feitos 7 termos de prorrogação até o dia 24/01/2017. Na gestão do ex-secretário Eraldo Pereira foi feita uma prorrogação. Na gestão do ex-secretário e atual vereador Miguel Pereira, foram seis renovações. E na gestão do secretário Geraldo Pereira, duas.  

A crise financeira e a queda das receitas dos royalties de petróleo obrigou que o governo fizesse duas supressões (termo de aditamento nº 3): uma de 11,7% no valor do contrato, passando a pagar R$ 628.856,75 (R$ 104.809,46/mês) pelo serviço e outra (termo de aditamento nº 4), passando a pagar R$ 79.143,25 por mês (Valor Global: R$ 474.859,50). 

Conclusão: a empresa Quadrante já embolsou algo em torno de 6 milhões de reais da prefeitura de Búzios sem nunca ter enfrentado uma licitação. Se a licitação foi fraudada como apurou a CPI do BO, então todas as renovações também são fraudes. Na Ação Civil de Improbidade Administrativa (processo nº 0005541-76.2017.8.19.0078) a empresa Quadrante não é citada, mas no Relatório Final da CPI do BO, no qual se baseia a Ação Civil do MPRJ, consta o BO de capa dupla nº 597, onde foi "publicado" o Edital do Pregão Presencial nº 39/2013 "vencido" pela empresa. Talvez os técnicos do TCE-RJ renovado possam levantar de quanto foi o dano causado por esta empresa específica. E chegar aos responsáveis pelo dano. Ou talvez nosso vereadores mesmos, através de uma CPI, das Licitações, possam muito mais rapidamente apurar esse valores e responsabilizar os gestores.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Es­peculação imobiliária ameaça desfigurar o Parque Estadual da Costa do Sol (PECS).

Inea tem 14 pedidos para desmembrar áreas do Parque da Costa do Sol
Alguns dos trechos solicitados ​abrigam espécies em extinção e mata nativa
Área de preservação ambiental sofre com as frequentes queimadas 
"A indústria do turismo e a es­peculação imobiliária ameaçam desfigurar o Parque Estadual da Costa do Sol (PECS) e, por ta­bela, contribuir para a extinção de diversas espécies, como o mi­co-leão dourado e o formigueiro-do-litoral, ave símbolo daquela unidade de conservação.
Isso por­que, na esteira de um projeto do deputado estadual Janio Mendes (PDT) para a retirada do distrito cabista de Monte Alto da área do PECS e da própria indefinição quanto ao seu Plano de Manejo, foram feitos ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) outros 14 pe­didos para o desmembramento de trechos do parque.
Contudo, muitas deles, diferentemente de Monte Alto, não são habitadas e tampouco são áreas desmatadas. Pelo contrário, são áreas densas de vegetação nati­va, que possui grande importân­cia para o equilíbrio ambiental da região. Entre as áreas para as quais foi feito pedido de desmem­bramento estão Praia Seca, em Araruama; Praia do Forno e Praia das Caravelas, ambas em Búzios. O presidente da Associação dos Guarda-Parques do Rio de Janei­ro, Leonardo Sandre, garantiu que os pedidos não foram levados para a apreciação do Conselho Consul­tivo do parque. Sandre reclamou ainda do atraso na conclusão do Plano de Manejo. 
O plano está atrasado há cin­co anos. Se não há um conjunto de regras aprovadas vira uma ba­gunça. Foram feitas reuniões, uma empresa fez o estudo, mas faltou a aprovação do Inea. No começo de agosto, o Conselho Consultivo do parque vai pegar o documento elaborado por essa empresa e tra­balhar em cima disso para criar o plano de manejo – planeja Sandre.
O presidente do Movimento Ecoar, Roberto Noronha, engros­sa as cobranças de Sandre e acres­centa que também existe a pressão de ambientalistas para inclusão de áreas como as Dunas do Peró.
Teve uma audiência na Câma­ra de Arraial onde o próprio Inea apresentou um parecer sobre as inclusões e retiradas. Nesse pro­cesso existem pressões internas dentro do próprio órgão. Existe todo tipo de interferência nessas decisões.
Procurado, o deputado Janio Mendes tratou de diferenciar sua iniciativa de retirar Monte Alto do parque dos demais pedidos de desmembramento. O parlamentar comentou ainda que o projeto de lei tramita na Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legisla­tiva (Alerj) e deve ir ao plenário na volta do recesso, em agosto.
Aquela área já estava ali antes da edição do parque (em 2011). Os moradores fizeram a sua par­te, ao fazerem o cercamento. Eles pactuaram junto ao Ministério Pú­blico o compromisso de preservar aquela área – afirma Janio.
Em nota, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que o Conselho Consultivo do parque participou ativamente das oficinas de planejamento sobre o assunto em questão, onde foram sugeridas áreas a serem incluídas e outras a serem desafetadas dos limites da unidade. O órgão diz ainda que foi feito o mapeamento das modifica­ções sugeridas, a equipe técnica do Inea está avaliando cada uma delas a fim de definir os novos li­mites do Parque Estadual da Costa do Sol. Por fim, o Inea afirma que a conclusão do Plano de Manejo está prevista para novembro e será devidamente apresentado ao Con­selho Consultivo".
Rodrigo Branco

Fonte: "folhadoslagos"

Meu Comentário:
A área da Praia do Forno em Búzios para a qual foi pedido desmembramento interessa a Otavinho e Clemente Magalhães. Não se sabe se o ex-vereador Felipe Lopes, hoje assessor do secretário estadual de Meio Ambiente André Corrêa, está intercedendo junto ao INEA para que o pleito dos dois seja atendido. Com a palavra, Felipe. Gostaríamos muito de saber.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Pobre Avenida José Bento Ribeiro Dantas!

Antes: construção original com telhado
Hoje: construção sem telhado

Há tempos temos visto diversas construções irregulares sendo feitas ao longo da Avenida Jose Bento Ribeiro Dantas, que deveria ser vitrine da boa gestão e ordenamento urbano de nossa cidade.

Esta avenida já foi motivo de diversos planos e projetos urbanísticos, visando melhorar o fluxo de trânsito e criar áreas para ciclovias e calçadas, que até hoje, mais de duas décadas após a emancipação, não foram construídas!

Como exemplo destes projetos temos a Via Azul, parcialmente construída na gestão Toninho e, já na gestão André, o projeto do Arquiteto Índio da Costa.

Todos estes projetos sofreram com a pouca largura existente na via, fruto das ocupações irregulares, que nunca respeitaram o afastamento mínimo  de seu eixo, e da irresponsabilidade de todos os governantes até agora, que pouco ou nada fizeram para impedi-las. Como conseqüência disso, todos os planos previam desapropriações para viabilizá-los.

É espantoso que hoje- com a mobilidade urbana prejudicada pelo aumento da população, que mais do que triplicou depois da emancipação- o atual governo não exerça sua autoridade e permita que se façam obras e reformas sem qualquer licença ao longo da principal avenida da cidade.

Como um dos maiores exemplos disso, temos a obra que está sendo feita em frente a Rua Sátiro Coelho (Toca do Coelho), pertinho do Wando Letreiros. A "toque de caixa"- começou na semana passada e já está na altura do telhado- a obra está erguendo um segundo pavimento em cima da laje de um prédio que foi construído anteriormente, onde funciona uma distribuidora de água. Devem estar pagando bem, porque não pararam nem no fim de semana...

A laje que serve de base a esta aberração, também foi feita sem licença, meses atrás. 

Tudo começou quando cercaram a construção existente com enormes e suspeitos tapumes, que não deixavam ver nem o telhado. Na época, como não apareceu nenhuma placa de obra, foram feitas denúncias a prefeitura, que informou que mandou a fiscalização e embargou a obra. Os tapumes ficaram por meses e todo mundo via que a obra continuava, menos a fiscalização da prefeitura, que parece ser cega, surda e muda como o saudoso Peru Molhado... No fim, os tapumes foram retirados e apareceu imponente a laje, substituindo os telhados existentes, e mais uma marquise de concreto, que hoje dão base a uma nova história de irresponsabilidade do poder público com a cidade que deveria governar. Claro que a obra nova não respeitava o afastamento mínimo para a via. Como prêmio por seu desrespeito com a cidade e suas Leis, o proprietário, que não foi punido, obteve "permissão" para voltar a transgredir...

É de se admirar como um governo que tem plena consciência teórica do que tem que ser feito, já que promoveu e aprovou o "Plano de Mobilidade Urbana" e contratou empresa para elaborar um dos mais bem feitos projetos para a Avenida, permita total anarquia do que acontece ao longo de seu percurso: obras fora da Lei, parcelamentos irregulares, inexistência de calçadas, buracos, usos indevidos, ocupação de área pública, esgoto escorrendo, estacionamento irregular, enfim ... desordem pública total!!

Ah...mas radar escondido e blitz tem...

Tudo isso em um espaço que deveria ser mais um cartão postal da cidade, onde Prefeito, Secretários e Fiscais passam diariamente.

Será que vão continuar não fazendo nada?...

Comentários no Google+:
 
Ótima postagem, Luiz. É que os servidores do setor pegam a formiga mas deixam passar o elefante e vamos assistindo cada vez mais à favelização da entrada da cidade ou mesmo perfil de beira de estrada abandonada.
Comentários no Facebook:

Marcelo Mano Búzios Infelizmente nunca nenhum governo fez nada eu digo nada por esse trecho que liga a entrada da praia da tartaruga até o Wando letreiro uma vergonha para uma cidade rica como nossa cidade é!
Helion Freitas Pobre não, mal tratada

Restaurante Satyricon e mais onze lojas fecham as portas em Búzios

Restaurante Satyricon, foto jornal de sábado

"Restaurante estava há 36 anos na Orla Bardot

Búzios também anda abalada pela crise, e um bom termômetro é a quantidade de lojas fechadas na Orla Bardot. Há 12 imóveis com placa de “passo o ponto” nos 1.300 metros de extensão da via mais turística do balneário, junto com a vizinha Rua das Pedras. Dá quase uma loja fechada a cada cem metros — restaurantes funcionavam na grande maioria delas.

Aliás e a propósito

Uma da vítimas é o Satyricon, inaugurado há 36 anos na Orla Bardot. Especializado em frutos do mar, era um dos mais sofisticados (e caros) restaurantes da cidade. Fechou".

CLEO GUIMARÃES