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terça-feira, 11 de abril de 2017

Ex-secretária de Saúde Raquel Haddad também não sabe de nada

Ex-secretária de Saúde de Búzios Raquel Haddad

Assim como o secretário de Saúde atual, Fábio Waknin, a ex-secretária Raquel Haddad demonstrou pouco conhecimento sobre a pasta. Raquel, que foi Secretária de Saúde de Búzios de  1º de novembro de 2014 a  31 de janeiro de 2017, compareceu à Câmara de Vereadores na última quinta-feira(06) para prestar esclarecimentos sobre os problemas da   pasta da Saúde durante sua gestão. 

Apesar de reconhecer que era ordenadora de despesas fez questão de ressaltar que administrou a pasta com uma equipe técnica, como se quisesse dividir responsabilidades. Para ela, cada unidade tinha um responsável e cada contrato um fiscal. Nessa mesma linha, afirma que o hospital foi fechado por ela, a gestora, pelo Prefeito e por Waknin, responsáveis técnicos pela decisão.  


Questionada pelo vereador Dida sobre quanto foi economizado com o  fechamento do Hospital Rodolpho Perissé, ela não soube responder. Mesmo assim, garantiu que foram feitas algumas economias:

Eu não trouxe esses dados totais, mas posso trazer por ofício para o presidente da Câmara. Só de exames laboratoriais, em novembro de 2015 o valor era 204 mil reais e no mesmo mês em 2016 foi de 170 mil. O valor dos exames de imagem em novembro de 2015 eram de 42 mil reais e em novembro do ano passado foi de 14 mil.” (*)

O atual secretário da Saúde, Fábio Waknin, que também estava presente no plenário, apesar de ter prometido, quando prestou depoimento,  que o hospital seria reaberto, se desdisse agora, afirmando que ainda não há previsão para a abertura do hospital. 

A única coisa que posso informar é que existe uma emenda, que vai passar pela Câmara, para reforma da Policlínica, inclusive a parte do PU.”, acrescentou Waknin (*).

Respondendo à vereadora Gladys, a ex-secretária Raquel surpreendentemente disse que não sabia que empresas terceirizadas da Saúde foram denunciadas pela CPI do BO. 

Para lembrá-la, cito as seis licitações fraudadas DE RESPONSABILIDADE DA SECRETARIA DE SAÚDE (à época o secretário de saúde era o Sr. Alberto Costa). 

1) Aquisição de fraldas descartáveis para as unidades de Saúde.
PP: 020/2013. PA: 5381/2013. Empresa vencedora: Difarmaco Distribuidora. de Medicamentos EPP. BO 595, de 15/08/2013.

2) Confecção de material gráfico para as unidades de saúde.
PP: 025/2013. PA: 7076/2013. Empresa vencedora: Malaquias 3.10 Com. e Serv. e A C dos Santos Oliveira Com. e Serv. BO 594, de 8/8/2013.

3) Locação de ambulância UTI móvel.
PP: 029/2013. PA: 4874/2013. Empresa vencedora: E A C Daier Ltda. BO 595, de 15/08/2013.
Valor: R$ 83.500,00 mensais. Valor anualizado: R$ 1.002.000,00

4) Limpeza das unidades de saúde.
PP 030/2013. PA: 2528/2013. Contrato: 057/2013. Empresa vencedora: Rótulo Empreendimentos Comerciais e Serviços Ltda. BO: 595, de 15/08/2013.
Valor: R$ 2.280.000,00. Período: 12 meses. Valor anualizado: R$ 2.280.000,00

5) Aquisição de medicamentos.
PP: 038/2013. PA: 9497/2013. Empresas vencedoras: Especifarma, Rynus Noroeste, SNA Com. e Distrib., Insumed Comº de Medicamentos, House Med. Pro. Farmac., Distrib. Medic. Brasil Miracema.
BO 605, de 17/10/2013.

6) Aquisição de material hospitalar.
PP: 040/2013. PA: 9849/2013. Empresa vencedora: Top Com. e Serv. Ltda, Difarmaco Distrib. Medic. , Plácidos Cirúrgica Ltda.  BO: 605, de 17/10/2013.

Diante da afirmação da vereadora Gladys de que os contratos  oriundos dessas licitações fraudadas deveriam ter sido cancelados, a ex-secretária Raquel se saiu com um questionamento singelo e irresponsável: 

"Por que cancelar, se elas estavam fazendo o serviço direitinho?"  

Sobre a questão dos remédios queimados, ela ingenuamente pergunta se já foi confirmado que os remédios são de Búzios mesmo. Apesar disso, afirma que um processo de investigação está tramitando na secretaria de Saúde. 

A secretária parece desconhecer a sua responsabilidade pela prorrogação do contrato de "locação de ambulâncias UTI móvel". Se houve fraude na licitação, a prorrogação também é uma fraude. Chegou a provocar risos na plateia quando, em sua defesa, afirmou que o processos de licitação da Saúde de Búzios foram auditados pelo TCE-RJ, demonstrando que também desconhece que o órgão é um antro de corrupção, de acordo com as investigações da Operação Lava Jato no Rio.  

Questionada pela vereadora Gladys sobre o alto valor gasto com o aluguel das 3 ambulâncias que atendem na cidade, que custam cerca de R$1 milhão e 80 mil reais por ano aos cofres públicos, a ex-secretaria esclareceu, entretanto, que no contrato inicial eram 4 ambulâncias alugadas, como houve devolução de uma, ficaram três pelo valor de 750 mil e 500 reais/ ano. 

Sobre a demora para realização de exames, a ex-secretária veio com as desculpas de sempre. Primeiro, tentando jogar a culpa na população: "o paciente marca e falta, o que torna a demanda muito grande". Em segundo lugar, exagerando no número de cadastrados na Saúde de Búzios, que seriam de 87 mil pessoas, esquecendo que o próprio secretário Waknin, quando depôs, citou 41 mil cadastrados. 

Questionada pelo vereador de situação Niltinho sobre a quantidade de cirurgias e partos feitos em "munícipes ou de fora", a secretária não soube responder. 

NENHUM TOSTÃO A MAIS PARA A SAÚDE ATÉ QUE O HOSPITAL SEJA REABERTO

A vereadora Gladys através de requerimento verbal pediu que fossem retirados de pauta dois projetos de lei de iniciativa do prefeito que pediam autorização para abertura de crédito adicional especial no valor de R$ 350 mil e de R$ 677.941,88, sob o argumento de que muito dos recursos da saúde de Búzios estavam se esvaindo pelo ralo da corrupção. Com a bandeira NENHUM TOSTÃO A MAIS PARA A SAÚDE ATÉ QUE O HOSPITAL SEJA REABERTO sugeriu que seu requerimento fosse aprovado. Resultado: 5 votos (Gladys, Dida, Josué, Dom e Miguel) a 1 (Niltinho). O presidente Cacalho não vota. Joice faltou.  

Fonte: (*) "camarabuzios"